Estudo da Unicamp aponta riscos da hipertensão entre mulheres

Rita Carandina

13.03.2013

Um estudo da Unicamp (Universidade Estadual Paulista) apontou que os distúrbios hipertensivos estão entre as principais causas de mortalidade e morbidade entre as mulheres durante a gravidez, o parto e o puerpério (fase pós-parto).

Foram estudados 9.555 casos em 27 maternidades. A pesquisa analisou dados da Rede Brasileira de Vigilância da Morbidade Materna Grave em 27 maternidades. Os distúrbios hipertensivos representaram na investigação cerca de 70% da morbidade materna grave e 30% da mortalidade.

O termo morbidade materna grave é utilizado para conceituar as complicações ocorridas durante a fase da gravidez e do pós-parto. O estudo também utilizou outro conceito similar ao de morbidade materna grave. Trata-se do near miss (quase perda, em português), que compreende situações em que mulheres passaram por graves complicações e sobreviveram, por sorte ou por um bom cuidado obstétrico. São casos úteis para obter informações da própria paciente, que pode fornecer dados importantes acerca do seu atendimento.

O trabalho foi conduzido pela ginecologista Elvira Amélia de Oliveira Zanette como parte de sua pesquisa de mestrado, defendida junto ao programa de Pós-Graduação em Tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp. O estudo gerou artigo submetido à revista científica “British Journal of Obstetrics and Gynaecology”.

A médica pondera que houve redução de 51% nas mortes maternas no Brasil entre 1990 e 2010. Apesar disso, o número ainda é preocupante, já que atinge 56 mulheres por 100 mil nascidos vivos, conforme relatório da OMS, das Nações Unidas e do Banco Mundial.

Do Portal do Governo do Estado

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